Sobre Horizontes e ruas sem saída
As vezes, quando olhamos algo de longe, este parece ser muito mais bonito.
Então sentimos vontade de estar lá. De fazer parte daquilo. Com a pretensão de que aquilo também preencha algo em nós. E por muitas vezes, quando chegamos perto, nada acontece. Ou apenas não sentimos. Ou nada parece tão bonito. Pois não conseguimos aprisionar a beleza. Ela está no tempo. No momento.
Então é preciso apreciar o caminho. Observar nossos passos, o que nos guia, nos leva. Talvez não como quem pensa muito antes de fazer, mas como quem pensa enquanto faz, o sobre o que esta fazendo. E talvez, como quem continua, mesmo sem saber o que pensar.
Eu já não sei se o que faz a gente chegar lá é acreditar ou duvidar. Não é possível! Não parece ter uma regra. Sinto que a vontade de tudo está ligada a uma necessidade de reprodução de si. De multiplicação, infestação. Quase como que querer ter o poder de um vírus, uma bactéria ou um fungo. De contaminar tudo.
Mas há quem acredite que acreditar é que nos faz vencer. Há quem duvide. Há quem vence acreditando, e há quem vence duvidando. No fim, quem duvida também acredita: na dúvida. E talvez este duvide disso. Mas, não tem fim, na verdade. Não tem fim.
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